A campanha "De Mãos Livres" teve início no natal de 2011.
O desejo era fazer algo de bom para o ano que se iniciava e que simbolizasse o cuidado ao doente idoso, à pessoa frágil e àquela que está no final da vida.
A idéia surgiu rapidamente.
"De mãos livres" significa oferecer a possibiidade de um cuidado absolutamente humano a estas pessoas que comece por uma atitude positiva: o respeito à integridade e à identidade do doente.
A primeira publicação saiu no facebook, na madrugada de 25 de dezembro, e imediatamente recebeu muitos comentários.
E o ritual prosseguiu cotidianamente, com muitas manifestações positivas e compartilhamentos das mensagens.
Muitas idéias a respeito de como fazer valer esta campanha foram surgindo e muitas pessoas manifestaram desejo de participar.
O Blog é uma forma de ampliar este forum, divulgar e elaborar estratégias para uma mudança de práticas muito antigas na área da saúde.
DIGA NÃO À CONTENÇÃO DE DOENTES!
As mensagens sempre terminam com este chamado.
Um alerta a profissionais de saúde, doentes e usuários da rede de saúde. Todos nós.
Mas.. do que se trata esta contenção?
Diante de uma pessoa idosa, ou incapaz de se comunicar claramente e que apresente um quadro de agitação motora, a equipe de saúde lança mão de artefícios que imobilizem o doente mecanicamente. Podem ser ataduras que amarrem o doente à cama pelas mãos, tronco a até as pernas.
Outra forma é envolver a mão com algodão e tantas ataduras que o doente não possa usá-la para, por exemplo, sacar uma sonda ou ouro dispositivo. São as chamadas luvinhas (no diminutivo, para tentar amenizar a situação)
Esta cena é cotidiana em praticamente TODOS os hospitais no Brasil.
É uma prática que encerra extema violência e um ato inconstitucional ao tolher a liberdade de alguém incapaz ou frágil, com o agravante de estar sob cuidados profissionais.
Porém, os profissionais de saúde assistem a esta cena todos os dias. Tanto e com tanta frequência que passam a acreditar como normal ou necessário.
Algumas pessoas acreditam piamente que estão fazendo um bem, que estão protegendo a pessoa de quedas ou outros acidentes e que esta é a melhor forma de manter um determinado tratamento.
Outras, alegam más condições de trabalho, como número insuficiente de profissionais na equipe, para vigiar e proteger os doentes.
Muitos médicos teem o receio de provocar excessiva sonolência no doente ao controlar a agitação através de medicamentos.
O que todos esquecem é que esta prática não se justifica em pleno século 21.
O status do conhecimento atual não permite mais utilizar métodos já decadentes há mais de meio século e nada nesta vida justifica impedir a pessoa frágil ou fragilizada de manter a sua Liberdade!
Por todos os argumentos e motivos que você conhecer:
DIGA NÃO À CONTENÇÃO DE DOENTES.
